(Boletim nº 1007; ano 24; 3ª sem. de Fev./2010)DÁ PARA SALVAR A TOYOTA?

Publicado em 19 de março de 2010 por admin

 

Toyota

Toda crise periódica de superprodução começa na forma de uma crise de crédito privado e termina como uma crise de crédito público. É o que se confirma atualmente nas principais praças financeiras mundiais. Enquanto o capital inicia mais um período de expansão da produção industrial, de novo ciclo econômico, as velhas metrópoles imperialistas ainda se debatem com os entulhos fiscais do período anterior.                  JOSÉ MARTINS.

Quem disse que a tragédia é uma coisa que só acontece na Grécia? Longe disso. Desde que o ser capital e suas voluntariosas classes burguesas nacionais dominaram globalmente o destino da espécie humana a tragédia também se globalizou. E, se depender dos atuais níveis da dívida pública neste início de século 21, a tragédia oriental é muito mais agonizante do que a ocidental.

Quem exprime com rara sinceridade a trágica situação econômica japonesa é o seu próprio primeiro ministro, Yukio Hatoyama: “A economia do Japão está em uma situação muito severa. Alguns dizem que chegou ao fundo do poço, mas não podemos ser otimistas de jeito nenhum”, declarou em reunião de gabinete para achar uma forma de reativar a economia.[1]

Por que tanta agonia nas palavras do principal dirigente de uma economia que ninguém vê defeito? Afinal, já se vislumbra os primeiros sinais de um novo período de expansão global, incluindo o Japão. Segundo, estamos a falar de uma economia capitalista qualitativamente desenvolvida. Não de uma China qualquer, de uma casa da mãe Joana das empresas globais. Estamos a falar de uma tradicional economia imperialista, tanto no seu quintal asiático quanto no resto do mundo; moeda de reserva internacional muito forte; salários reais elevados; altíssima competitividade industrial; tecnologia de ponta produzida por conta própria; dona de gigantescas empresas e bancos globais; reservas internacionais de 1,053 trilhão de dólares no fim de janeiro, etc.

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[1] France Presse/FolhaOnline, 15/fev/2010

[2] Mizuho Financial Group – www.mizuho.fg.co.jp

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