(Boletins nº 1005 e 1006; ano 24; 1ª e 2ª sem. de Fev/2010) DE ATENAS A BERLIM

Publicado em 19 de março de 2010 por admin

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Os EUA continuam exportando sua crise para o resto do mundo. Por isso a fuga das moedas para o dólar é ainda o cenário de curto e médio prazo mais provável. No começo desta semana o problema era só grego, português e espanhol. Como um rastilho de pólvora ele se tornou no decorrer da semana um problema europeu. E já bate nas portas de Berlim e de Paris.

“Vou cortar teus salários, mas não façam greves nem barricadas”. Com essas palavras o primeiro ministro grego, o socialista George Papandreou, apresentou seu pacote fiscal para diminuir o déficit público do seu país de 12,7% para 9,3% em três anos. A queda da produção e o desemprego da força de trabalho serão conseqüências inevitáveis desta política dos capitalistas europeus.

O governo grego procura convencer seus desconfiados credores que será capaz de pagar no prazo sua monumental dívida pública – especula-se no mercado algo próximo de 500 bilhões de dólares. O problema é que essa dívida, contraída pelo governo para salvar os capitalistas gregos (bancos e indústrias) da última crise, em 2008 e 2009, terá que ser paga exclusivamente pelos trabalhadores da Grécia.

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[1] Bloomberg News – “Greece’s Biggest Union Sets Strike, Threatens Cuts”- 04/fev/2010

[2]  Ao diagnosticar uma situação econômica real, o Sr. Sokos está dizendo corretamente, por querer ou por acaso, pouco importa, que a economia sempre é política. Poderíamos acrescentar que, por isso, não existe nesta área do conhecimento, principalmente nos movimentos reais e imediatos do mercado, nada além do que os ingleses denominam desde Jones, Petty, etc. de Economia Política

 [3] Le Monde – “L’Union monétaire en danger, l’euro attaqué” – 05/fev/2010.

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