Categoria Boletim
Publicado em 20 de dezembro de 2009 por José Martins
A deflação, queda persistente dos preços industriais e agrícolas, não é uma doença que se resolve só com remédios monetários, como os “helicópteros de Bernanke” espalhando trilhões de dólares pelos céus do mercado financeiro e de capitais. Não basta abaixar a taxa de juros a zero e inundar a economia com moeda e crédito. “Deflação? Não se preocupem. Basta criar inflação” dizem os economistas. Só idiotas como Paul Krugman, Nobel de Economia, acha que se resolve assim o problema. Quem acompanhar atentamente este boletim perceberá que a cura da deflação depende da necessária recuperação da taxa de lucro do ciclo anterior. Mas seria exigir muito que economistas vulgares como Krugman e outros Nobel de Economia entendam a origem do valor, do mais-valor, da taxa de mais-valor, do lucro, da taxa de lucro, da variação dos preços…
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Publicado em 9 de dezembro de 2009 por José Martins
A crise acabou? Parece que sim. Mas falta dizer quando. Enquanto os economistas do sistema não forem capazes de dar uma data, o mercado continua na duvida se ela realmente acabou. Se até a data do fim da crise, de uma coisa que já aconteceu, eles demoram um tempão para anunciar com segurança, imagina se eles tentassem prever quando (e como) a nova crise vai começar. Só os trabalhadores são capazes dessa tarefa.
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Publicado em 1 de dezembro de 2009 por José Martins
BOLETIM DA SEMANA EDIÇÃO Nº 999 4ª SEMANA DE NOVEMBRO 2009
Dubai não paga apenas pelos seus pecados e muito menos por suas extravagâncias, mas pela superprodução ocorrida na totalidade do sistema. O problema, entretanto, não pára por aí. Acontece que a mesma deflação global que afundou a Disneylândia dos milionários ameaça afundar os preços das propriedades da totalidade do sistema. Peixes bem mais graúdos do sistema global estão se debatendo para se livrar do mesmo destino deste desafortunado e ridículo emiradozinho das arábias.
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Publicado em 24 de novembro de 2009 por José Martins
Será que o nível recorde de aumento da produção de valor e de mais-valor sinalizado nos resultados do 3º trimestre de 2009 dos EUA já é suficiente para o capital global reencontrar o ponto de equilíbrio perdido na última crise, quer dizer, para uma recuperação sustentada e durável de três a quatro anos?
O bombeamento de sangue da classe operária mundial global, absolutamente necessário para se empreender essa recuperação, não é uma coisa simples; e abala a governabilidade burguesa, quer dizer, a manutenção da ordem social no interior das nações e da ordem geopolítica nas relações internacionais.
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