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	<title>CRÍTICA SEMANAL DA ECONOMIA</title>
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	<description>Vinte e quatro anos informando a classe operária o que se passa na economia capitalista</description>
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		<title>(boletim nº 1011 ano 24; 3ª sem. mar./2010) BIG MAC EM PEQUIM É O MAIOR BARATO</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Mar 2010 21:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>

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		<description><![CDATA[O problema da China aparece na mídia global e na opinião pública como um simples problema de descompasso de taxas de câmbio. Um yuan subvalorizado. Mas isso é muito pouco para justificar o alerta chinês desta semana que o mundo está à beira de um duplo mergulho na crise.

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/China-Big-Mack.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-222" title="China Big Mack" src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/China-Big-Mack-289x300.jpg" alt="China Big Mack" width="289" height="300" /></a></em></strong></p>
<p align="center"><strong><em>O problema da China aparece na mídia global e na opinião pública como um simples problema de descompasso de taxas de câmbio. Um yuan subvalorizado. Mas isso é muito pouco para justificar o alerta chinês desta semana que o mundo está à beira de um duplo mergulho na crise</em>.</strong></p>
<p align="center">                                                                                                                      JOSÉ MARTINS.                                                                                                <strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"> O primeiro-ministro chinês não costuma falar muito. Publicamente, então, quase nunca. Só as abobrinhas burocráticas de sempre. Mas, no início desta semana, resolveu fazer uma surpreendente avaliação: a economia mundial estaria à beira de um duplo-mergulho. Haveria, então, em sua opinião, uma recaída global e imediata à crise, abortando, portanto, a incipiente reversão cíclica atual.</p>
<p style="text-align: justify;">            Pode-se apostar nisso? Infelizmente, o supremo burocrata chinês não deu nenhuma explicação para sua belíssima afirmação. Será que ele está vendo alguma coisa que os pobres mortais não são capazes? Talvez. O certo é que o problema (grave problema, ao que parece) só pode ser a própria economia chinesa. E se o “chão de fábrica do mundo” está com graves problemas, o que se deduz do pronunciamento do seu líder máximo, o que o resto do mundo teria a ver com isso? Tudo e muito mais.<p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/></p>
<p style="text-align: justify;">
<hr style="text-align: justify;" size="1" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> The Economist, “Exchanging blows”, 17/março/2010. <a href="http://www.economist.com/">http://www.economist.com</a></p>
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		<title>(boletins nº 1008/1009; ano 24; 4ª sem. fev. e 1ª mar./2010) UMA RECUPERAÇÃO SEM BRILHO</title>
		<link>http://www.criticasemanal.org/2010/03/boletins-n%c2%ba-10081009-ano-24-4%c2%aa-sem-fev-e-1%c2%aa-mar-2010-uma-recuperacao-sem-brilho/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=boletins-n%25c2%25ba-10081009-ano-24-4%25c2%25aa-sem-fev-e-1%25c2%25aa-mar-2010-uma-recuperacao-sem-brilho</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 19:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Global]]></category>

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		<description><![CDATA[Por enquanto, parece que tanto o desemprego dos trabalhadores quanto o lucro dos capitalistas ainda não alcançaram taxas suficientemente elevadas que estimulem o “espírito animal” dos capitalistas de que falava Keynes – expressão que os economistas acham tão espirituosa e graciosa – o que os levaria a uma nova onda mundial de investimentos e ampliação da capacidade instalada.      ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong><em>Por enquanto, parece que tanto o desemprego dos trabalhadores quanto o lucro dos capitalistas ainda não alcançaram taxas suficientemente elevadas que estimulem o “espírito animal” dos capitalistas de que falava Keynes – expressão que os economistas acham tão espirituosa e graciosa – o que os levaria a uma nova onda mundial de investimentos e ampliação da capacidade instalada.                                                            </em>JOSÉ MARTINS.<em></em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nem tudo que reluz é ouro. A economia mundial, por exemplo, continua em firme trajetória de recuperação da mais pesada crise desde os anos 1930. É o que mostram os últimos relatórios sobre a produção industrial dos EUA, reguladora do sistema. Tudo sobe: recordes de produção de valor, de mais-valia e de produtividade (exploração) da classe operária. Mas ainda existem misteriosos problemas no meio deste sucesso capitalista. Vejamos a coisa nos detalhes.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong>No dia 4 de fevereiro último o <em>Departamento do Trabalho </em>norte americano publicou o esperado relatório da produtividade e custos, referente ao 4º trimestre e médias anuais de 2009<a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>. Para o último trimestre de 2009, confirmou a tendência já detectada nos dois trimestres anteriores: fortíssimo aumento de 7,8% da <em>produtividade da força de trabalho</em> (produto por hora) no setor das <em>manufaturas</em> – bens duráveis e não-duráveis.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo período, a <em>produção</em> no setor cresceu 6,1% e as <em>horas trabalhadas</em> diminuíram 1,6%. Isso refletiu também em uma brutal redução de 7,4% do <em>custo unitário da força de trabalho</em>. Esse é o melhor indicador (embora grosseiro, como tudo na estatística) para se acompanhar a evolução da <em>taxa de mais-valia</em> na economia como um todo. Essa tendência já tinha sido detectada no 2º trimestre (- 0,2%) e no 3º trimestre (-7,0%).[somenteassinantes]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PARA SAIR DO BURACO</strong> – Essas variações trimestrais assumem sua verdadeira importância quando comparadas com as médias do ano de 2009 como um todo, quando se alcançou o fundo do poço do recente período de crise: produtividade (1,3); produção (-11,0%); horas trabalhadas (- 12,1%) e custo unitário da força de trabalho (3,5). Os recordes de exploração dos dois últimos trimestres do ano passado foram a resposta dos capitalistas ao gigantesco choque cíclico ocorrido em 2008 e 2009. Em resumo, se não tivesse ocorrido nos dois últimos trimestres de 2009 o brutal aprofundamento da exploração da classe operária mundial, quer dizer, da <em>produtividade da força de trabalho</em>, processo mostrado com toda clareza neste mais recente relatório do <em>Departamento do Trabalho</em>, pode-se afirmar, com toda certeza, que a economia capitalista estaria agora mergulhada em uma crise geral, catastrófica, muitíssimo mais pesada que a Grande Depressão dos anos 1930.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, para se avaliar melhor a evolução deste novo período de expansão do capital global há que se levar em conta a relação entre o tamanho do buraco cavado pela superprodução de capital no último período de crise (2009/2009), de um lado, e de outro as taxas recordes de produção e produtividade ocorridas nos dois últimos trimestres de 2009. São duas coisas organicamente proporcionais, com a primeira (tamanho da crise) determinando a segunda (exploração da classe trabalhadora).</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta mais importante a ser respondida neste início de Março de 2010 é a seguinte: o aumento ocorrido na <em>taxa de mais-valia</em> até agora já é suficiente para os capitalistas alcançarem uma <em>taxa média de lucro</em> pelo menos aproximada à do período de expansão do ciclo anterior (2003/2007)? Isso é importante porque só assim eles retomariam os novos investimentos de ampliação da base instalada anterior. A nova <em>taxa de acumulação</em> é dependente da velha <em>taxa de lucro</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>PRODUÇÃO SEM ACUMULAÇÃO?</strong> – Deve-se lembrar que essa recuperação de uma adequada <em>taxa média de lucro</em> em sucessivos ciclos é dependente, por seu lado, de uma simultânea elevação da <em>taxa de mais-valia</em>, quer dizer, da produtividade e exploração da classe operária mundial. Para se ressuscitar a velha e estiolada <em>taxa de lucro</em>, exige-se uma nova e redobrada <em>taxa de mais-valia</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Deve-se lembrar, também, que essa restauração periódica do capital exige, em primeiro lugar, a reformatação, também periódica, do <em>exército industrial de reserva</em> mundial. Isso ocorre nos períodos de crise e de recuperação de um novo período de expansão. É claro que isso não é nem um pouco neutro em termos sociais e de governabilidade do Estado burguês. Trata-se de um processo de reacomodação capitalista de conseqüências imprevisíveis na administração da luta de classes.</p>
<p style="text-align: justify;">O indicador mais aproximado (embora, também, muito grosseiro) desta reformatação do <em>exército industrial de reserva</em> é a <em>taxa de desemprego</em> da força de trabalho. O desemprego da força de trabalho deve, então, se elevar a um nível suficiente para se aumentar a <em>produtividade</em> (exploração) a um novo nível que recupere a <em>taxa de lucro média</em> que levaria os capitalistas a empreenderem um novo período de <em>ampliação da capacidade instalada </em>e, portanto, da <em>taxa de acumulação</em> do capital.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, tudo indica que nem a <em>taxa de desemprego</em>, nem a <em>taxa de acumulação</em>, deram mostras de já terem alcançado os patamares de sustentação de uma nova recuperação cíclica. A <em>Bloomberg.com</em> noticia o seguinte, no dia 1º de março de 2009, antecipando o relatório mensal do <em>Departamento do Trabalho</em> sobre a Situação do Emprego nos EUA, a ser divulgado dia 5 de Março: “os empregadores [<em>employers</em>] em Fevereiro provavelmente reduziram 50.000 empregos depois de cortarem 20.000 no mês anterior, segundo previsões encomendadas pela <em>Bloomberg</em> a um grupo de economistas, antecipando à divulgação do relatório do Departamento do Trabalho em 05 de Março. O desemprego provavelmente subiu dos 9.7% de Janeiro para 9.8% em Fevereiro, de acordo com o levantamento.” <a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftn2">[2]</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>ESPÍRITO ANIMAL</strong> – O desemprego da força de trabalho ocorre simultaneamente ao desemprego do capital. Se a Bloomberg fala do primeiro o <em>Federal Reserve</em> (Fed, banco central dos EUA) fala do segundo. No seu mais recente relatório mensal da <em>Produção Industrial e Utilização da Capacidade</em>, além de reportar novos indicadores de expansão da produção em Janeiro 2009, o Fed faz uma tímida e misteriosa nota: “Os números do presente relatório incluem estimativas preliminares da capacidade industrial para 2010. A capacidade industrial total projeta uma queda de 0.8% neste ano, depois de cair 0.9% em 2009. A capacidade das Manufaturas deve declinar 1.0% em 2010, na seqüência de uma queda de 1.2% no ano passado.” <a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftn3">[3]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Em outras palavras, a acumulação do capital está travada na maior potencia econômica do globo. Pior, segundo as próprias palavras do Fed, está em claro declínio. O resto do mundo só pode acompanhar essa determinação da economia reguladora do sistema. Ninguém fica fora da estagnação.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que essa tendência pode ser revertida com a forte expansão da produção e produtividade. O Fed informa que fará uma reavaliação em Julho próximo.  Mas, pelo menos até agora, parece que tanto o desemprego dos trabalhadores quanto o lucro das empresas ainda estão longe de taxas que estimulem o “espírito animal” dos capitalistas de que falava Keynes – expressão que os economistas acham tão espirituosa e graciosa – o que poderia levá-los a uma nova onda de investimentos capaz de ampliar a capacidade instalada da economia mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto essa restauração periódica dos mortos comandando os vivos não acontece, é geral a onda de lamentações (e de certo desânimo) dos capitalistas de que tanto o desemprego do trabalho quanto a dívida pública das maiores economias não param de aumentar. São lagrimas de crocodilo. E se explicam por razões muito práticas: do mesmo modo que o aumento descontrolado do <em>desemprego da força de trabalho</em>, como salientado anteriormente, leva a um processo imprevisível de desorganização da administração da luta de classes, o aumento não menos descontrolado do <em>desemprego do capital</em> (e, conseqüentemente, da dívida pública) leva diretamente ao enfraquecimento e ingovernabilidade do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso é realmente muito grave para a sobrevivência do regime, principalmente quando ocorre de maneira mais intensa no coração do sistema, nas principais praças financeiras do mundo. O que os capitalistas procuram esconder é que foram eles mesmos que alimentaram essa situação. Ao salvar suas empresas industriais e seu capital fictício, rentista, etc., com oceanos de recursos e endividamento públicos, qual é a primeira coisa que as empresas em geral fazem para a “reestruturação” e a recuperação dos lucros? Mandar para o olho da rua de 10 a 20% da sua força de trabalho. Quer dizer, o que eles tanto lamentam que esteja acontecendo é obra deles mesmos para salvar sua própria pele. O resto não passa de enrolação.[/somenteassinantes]</p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> BLS Bureau of Labor Statistics – <em>Productivity and Costs, Fourth Quarter and annual Averages 2009, Preliminary </em>– Washington, 4 fevereiro 2010.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> Bloomberg. com – “<em>US Manufacturing Probably Grew For Seventh Month</em>” – 01/março/2009. </p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> Federal Reserve – “<em>Industrial Production and Capacity Utilization</em>” – Washington, 17/Fevereiro/2010</p>
]]></content:encoded>
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		<title>(Boletim nº 1007; ano 24; 3ª sem. de Fev./2010)DÁ PARA SALVAR A TOYOTA?</title>
		<link>http://www.criticasemanal.org/2010/03/boletim-n%c2%ba-1007-ano-24-3%c2%aa-sem-de-fev-2010da-para-salvar-a-toyota/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=boletim-n%25c2%25ba-1007-ano-24-3%25c2%25aa-sem-de-fev-2010da-para-salvar-a-toyota</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 17:55:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Crise Global]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda crise periódica de superprodução começa na forma de uma crise de crédito privado e termina como uma crise de crédito público. É o que se confirma atualmente nas principais praças financeiras mundiais. Enquanto o capital inicia mais um período de expansão da produção industrial, de novo ciclo econômico, as velhas metrópoles imperialistas ainda se debatem com os entulhos fiscais do período anterior.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><em> </em></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/Toyota2.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-215" title="Toyota" src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/Toyota2-300x195.jpg" alt="Toyota" width="300" height="195" /></a></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><strong>Toda crise periódica de superprodução começa na forma de uma crise de crédito privado e termina como uma crise de crédito público. É o que se confirma atualmente nas principais praças financeiras mundiais. Enquanto o capital inicia mais um período de expansão da produção industrial, de novo ciclo econômico, as velhas metrópoles imperialistas ainda se debatem com os entulhos fiscais do período anterior.</strong></em>                  JOSÉ MARTINS.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem disse que a tragédia é uma coisa que só acontece na Grécia? Longe disso. Desde que o ser capital e suas voluntariosas classes burguesas nacionais dominaram globalmente o destino da espécie humana a tragédia também se globalizou. E, se depender dos atuais níveis da dívida pública neste início de século 21, a tragédia oriental é muito mais agonizante do que a ocidental.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem exprime com rara sinceridade a trágica situação econômica japonesa é o seu próprio primeiro ministro, Yukio Hatoyama: “A economia do Japão está em uma situação muito severa. Alguns dizem que chegou ao fundo do poço, mas não podemos ser otimistas de jeito nenhum”, declarou em reunião de gabinete para achar uma forma de reativar a economia.<a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftn1">[1]</a></p>
<p style="text-align: justify;">Por que tanta agonia nas palavras do principal dirigente de uma economia que ninguém vê defeito? Afinal, já se vislumbra os primeiros sinais de um novo período de expansão global, incluindo o Japão. Segundo, estamos a falar de uma economia capitalista qualitativamente desenvolvida. Não de uma China qualquer, de uma casa da mãe Joana das empresas globais. Estamos a falar de uma tradicional economia imperialista, tanto no seu quintal asiático quanto no resto do mundo; moeda de reserva internacional muito forte; salários reais elevados; altíssima competitividade industrial; tecnologia de ponta produzida por conta própria; dona de gigantescas empresas e bancos globais; reservas internacionais de 1,053 trilhão de dólares no fim de janeiro, etc.<p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/></p>
<p style="text-align: justify;">
<hr style="text-align: justify;" size="1" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> France Presse/FolhaOnline, 15/fev/2010</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> <em>Mizuho Financial Group – </em><a href="http://www.mizuho.fg.co.jp/"><em>www.mizuho.fg.co.jp</em></a><em> </em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>(Boletins nº 1005 e 1006; ano 24; 1ª e 2ª sem. de Fev/2010) DE ATENAS A BERLIM</title>
		<link>http://www.criticasemanal.org/2010/03/de-atenas-a-berlim/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=de-atenas-a-berlim</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 12:22:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Crise Global]]></category>

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		<description><![CDATA[Os EUA continuam exportando sua crise para o resto do mundo. Por isso a fuga das moedas para o dólar é ainda o cenário de curto e médio prazo mais provável. No começo desta semana o problema era só grego, português e espanhol. Como um rastilho de pólvora ele se tornou no decorrer da semana um problema europeu. E já bate nas portas de Berlim e de Paris.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong><em><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/berlim_13.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-208" title="berlim_1" src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/berlim_13-300x247.jpg" alt="berlim_1" width="300" height="247" /></a></em></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><em>Os EUA continuam exportando sua crise para o resto do mundo. Por isso a fuga das moedas para o dólar é ainda o cenário de curto e médio prazo mais provável. No começo desta semana o problema era só grego, português e espanhol. Como um rastilho de pólvora ele se tornou no decorrer da semana um problema europeu. E já bate nas portas de Berlim e de Paris.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">“Vou cortar teus salários, mas não façam greves nem barricadas”. Com essas palavras o primeiro ministro grego, o socialista George Papandreou, apresentou seu pacote fiscal para diminuir o déficit público do seu país de 12,7% para 9,3% em três anos. A queda da produção e o desemprego da força de trabalho serão conseqüências inevitáveis desta política dos capitalistas europeus.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo grego procura convencer seus desconfiados credores que será capaz de pagar no prazo sua monumental dívida pública – especula-se no mercado algo próximo de 500 bilhões de dólares. O problema é que essa dívida, contraída pelo governo para salvar os capitalistas gregos (bancos e indústrias) da última crise, em 2008 e 2009, terá que ser paga exclusivamente pelos trabalhadores da Grécia.<p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/>  </p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> Bloomberg News – “Greece’s Biggest Union Sets Strike, Threatens Cuts”- 04/fev/2010</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a>  Ao diagnosticar uma situação econômica real, o Sr. Sokos está dizendo corretamente, por querer ou por acaso, pouco importa, que a economia sempre é política. Poderíamos acrescentar que, por isso, não existe nesta área do conhecimento, principalmente nos movimentos reais e imediatos do mercado, nada além do que os ingleses denominam desde Jones, Petty, etc. de <em>Economia Política</em>. </p>
<p style="text-align: justify;"> <a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref3">[3]</a> Le Monde – “L’Union monétaire en danger, l’euro attaqué” – 05/fev/2010.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>(BOLETINS nº 1003 e 1004; ano 24; 3ª e 4ª semanas de Janeiro/2010) O Capital em Luta Contra a Lei da Gravidade.</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Mar 2010 20:03:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[No regime capitalista de produção a lei do valor-trabalho corresponde à lei da gravidade da física. É a essa determinação interna da dinâmica dos ciclos e crises periódicas que os capitalistas procuram neutralizar com instrumentos políticos, externos ao processo de valorização.    ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><em><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/Izaac-newton-LEI-DA-GRAVIDADE2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-192" title="Izaac newton LEI DA GRAVIDADE" src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2010/03/Izaac-newton-LEI-DA-GRAVIDADE2.jpg" alt="Izaac newton LEI DA GRAVIDADE" width="295" height="400" /></a></em></p>
<p align="center"><em>No regime capitalista de produção a lei do valor-trabalho corresponde à lei da gravidade da física. É a essa determinação interna da dinâmica dos ciclos e crises periódicas que os capitalistas procuram neutralizar com instrumentos políticos, externos ao processo de valorização.</em>                       JOSÉ MARTINS</p>
<p style="text-align: justify;"> No Japão, segunda maior economia do mundo, não são apenas os preços (e a taxa de lucro) que caem. Caem também os aviões. Melhor dizendo, aviões em forma de capital, em forma de ações das suas gigantes empresas de aviação. <em>Japan Airlines</em>, a maior empresa aérea do Japão (e da Ásia) declarou falência em 19 de Janeiro 2010<a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftn1">[1]</a>. É a maior quebra de uma empresa japonesa de fora do setor financeiro desde a Segunda Guerra Mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, antes que o capital virasse pó e causasse efeitos perigosamente dilacerantes no mercado, a empresa foi providencialmente socorrida pelo governo japonês, tornando-se assim a mais recente empresa estatal do formidável e tão eficiente sistema de livre-mercado capitalista! Vamos então à lição da semana: como ressuscitar o capital falido? Com muito dinheiro público para as empresas privadas falidas e um ponta-pé na bunda dos trabalhadores &#8211; no caso da <em>Japan Airlines</em>, demissão de 15.600 trabalhadores, só para começar.<p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/></p>
<p style="text-align: justify;"> </p>
<hr style="text-align: justify;" size="1" />
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref1">[1]</a> “Japan Airlines, a maior companhia aérea do Japão, declara falência. A Japan Airlines (JAL), maior companhia aérea do continente asiático, endividada e atingida por grandes prejuízos, declarou-se nesta terça-feira em falência e iniciou um severo plano de resgate que incluirá o corte de cerca de 15.600 postos de trabalho” Agência AFP, 20/janeiro/2010.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-admin/#_ftnref2">[2]</a> Federal Reserve System – “Industrial Production and Capacity Utilization”- Janeiro, 15, 2010</p>
]]></content:encoded>
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		<title>RECUPERAÇÃO COM DEFLAÇÃO NÃO ROLA</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Dec 2009 16:00:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletim]]></category>
		<category><![CDATA[ciclo econômico]]></category>
		<category><![CDATA[D]]></category>
		<category><![CDATA[Deflação]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Japão.]]></category>
		<category><![CDATA[Política Econômica]]></category>
		<category><![CDATA[Preço de Produção]]></category>
		<category><![CDATA[Taxa Média de Lucro]]></category>

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		<description><![CDATA[A deflação, queda persistente dos preços industriais e agrícolas, não é uma doença que se resolve só com remédios monetários, como os “helicópteros de Bernanke” espalhando trilhões de dólares pelos céus do mercado financeiro e de capitais. Não basta abaixar a taxa de juros a zero e inundar a economia com moeda e crédito. "Deflação? Não se preocupem. Basta criar inflação" dizem os economistas. Só idiotas como Paul Krugman, Nobel de Economia, acha que se resolve assim o problema. Quem acompanhar atentamente este boletim perceberá que a cura da deflação depende da necessária recuperação da taxa de lucro do ciclo anterior. Mas seria exigir muito que economistas vulgares como Krugman e outros Nobel de Economia entendam a origem do valor, do mais-valor, da taxa de mais-valor, do lucro, da taxa de lucro, da variação dos preços...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Complicada essa recuperação da economia mundial. As condições básicas para um novo período de expansão – produção, produtividade, desemprego – continuam favoráveis para o capital. Todos os dados publicados na última semana nos EUA comprovam esse fato. Repeti-los aqui seria apenas um nauseante (e desnecessário) exercício de autoflagelação.<br />
Entretanto, se as condições produtivas de capital de sanguinária elevação da exploração da classe operária mundial são retomadas em pressão máxima, as condições da circulação – dívidas públicas, crédito e bancos privados, comércio internacional, mercado de divisas, etc. – ainda não saíram da UTI. O sistema financeiro mundial continua com a bola murcha. A síntese de todos esses problemas arteriais capitalistas aparece na forma perigosíssima de uma doença chamada deflação, uma queda persistente dos preços industriais e agrícolas nas principais economias.</p>
<p>DECIFRA-ME OU TE DEVORO – De que adianta uma forte tendência à recuperação das condições básicas da valorização do capital se os preços teimam em continuar deprimidos? Enquanto a pressão arterial do sistema circulatório capitalista se mantiver nos baixos níveis atuais não haverá recuperação efetiva da economia. Ao contrário. A coisa é mais perigosa do parece. O busílis da questão é que deflação nunca anda sozinha. Ela é irmã siamesa da depressão. Por isso, a atual recuperação da economia mundial aparece como um enigma difícil de ser decifrado pelos economistas.<br />
Nas retomadas das crises mais recentes nos EUA e União Européia a deflação era pouco preocupante. Ainda se falava mais do perigo da inflação monetária, uma doença macroeconômica não letal. Agora, apesar dos gastos assombrosos (e conseqüentes dívidas e déficits públicos) dos governos das economias dominantes, para salvar os banqueiros e capitalistas em geral, a inflação é cada vez mais mansa. É a deflação que está cada vez mais braba.<br />
Por isso a cautela dos principais bancos centrais do mundo, a começar pelo Federal Reserve (Fed, dos Estados Unidos) em não afastar a taxa básica de juros nem um milímetro do território das taxas superzero. E parece que essa política não será abandonada tão cedo: “O Federal Reserve repetiu sua intenção de manter as taxas de juro ‘excepcionalmente baixas’ por um ‘longo período’. Seu relatório explica que ‘os empresários ainda estão cortando investimentos fixos e permanecem relutantes em aumentar a folha de pagamentos’. Relatam também que as baixas taxas de juro são relacionadas à ‘baixa taxa de utilização dos recursos e tendência de inflação deprimida”<br />
O problema atual não é mais a inflação monetária provocada pelo desequilíbrio das contas públicas. É a deflação dos preços provocada pela queda da taxa de lucro a ser realizada na venda das mercadorias. É um problema de circulação do capital que se origina na produção. Neste final de ciclo periódico de superprodução e queda da taxa média de lucro, a deflação aparece com maior clareza e generalização no mercado mundial. A política de Ben Bernanke e dos seus parceiros do Fed é de reinflacionar a economia estadunidense. Lutar contra a deflação. <p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/></p>
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		<title>(Boletim nº 1000 1ª semana dezembro 2009) NO CAMINHO DA REVOLUÇÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 19:54:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletim]]></category>

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		<description><![CDATA[ A crise acabou? Parece que sim. Mas falta dizer quando. Enquanto os economistas do sistema não forem capazes de dar uma data, o mercado continua na duvida se ela realmente acabou. Se até a data do fim da crise, de uma coisa que já aconteceu, eles demoram um tempão para anunciar com segurança, imagina se eles tentassem prever quando (e como) a nova crise vai começar. Só os trabalhadores são capazes dessa tarefa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Marx dizia corretamente o seguinte: “Quem procura descobrir as leis que comandam as crises do mercado mundial deve definir não só seu caráter periódico, mas também as datas exatas do seu retorno periódico. Por outro lado, as características distintivas, próprias a cada nova crise econômica não devem esconder os aspectos que são comuns a todas”<br />
A periodicidade, quer dizer, a repetição regular das crises – ou pelo menos pressões periódicas muito claras de superprodução de capital, que podem também ser detectadas empiricamente – faz com que uma crise cíclica não ocorra aleatoriamente. Assim, toda crise pode (e deve) ser datada, e toda análise séria procura determinar o momento exato em que ela poderá se manifestar.<br />
A capacidade de previsão é uma característica do saber científico. Com uma boa teoria, pode-se, então, verificar com elevado grau de precisão que os ciclos econômicos são periódicos e não totalmente aleatórios. E, dentro desses períodos, suas diferentes fases – retomada, expansão, aceleração máxima, desaceleração e crise – obedecem a certas condições concretas distintivas a cada ciclo, e principalmente, a um tempo razoavelmente regular. A não ser no caso muito raro de uma depressão global, quando o tempo desaparece, a última fase (desaceleração e crise) de um determinado ciclo também tem hora para começar e para terminar. Vejamos como os ideólogos e os economistas do capital lidam com essa dinâmica da totalidade do sistema.  </p>
<p> OS IDEÓLOGOS DA BOLHA – Não é uma tarefa fácil seguir aquelas recomendações teóricas de Marx para se tratar seriamente das crises do capital. Principalmente para os ideólogos mascarados de economistas. Em primeiro lugar, é muito difícil à ideologia burguesa (ou pequeno-burguesa, principalmente) aceitar a realidade da superprodução de capital enquanto tal, e, conseqüentemente, o caráter periódico das suas crises econômicas. A dificuldade está no fato que os ciclos econômicos não obedecem a nenhum automatismo natural, repetindo monotonamente e eternamente suas diferentes fases ou, muito menos, encaminhando mecanicamente para uma fatalistica depressão econômica, um fatal desmoronamento, como quer os partidários da doutrina dos “ciclos longos”, do “longo declínio”, da “decadência do sistema” e outras variantes ideológicas que, como legítimos descendentes de Malthus, não podem aceitar o fato que não existe crise permanente, mas crises periódicas em permanência.<br />
 O irmão gêmeo desse catastrofismo malthusiano (e keynesiano) é a nebulosa idéia (apenas idéia) que “mais cedo ou mais tarde essa bolha vai explodir!” O certo é que nem mais cedo nem mais tarde esses ilusionistas vão conseguir ir além de uma grosseira confusão entre superprodução de capital com superacumulação ou, pior ainda, e na maioria dos casos, com as famigeradas “bolhas especulativas”. O certo, mesmo, é que não vale a pena perder tempo com essas bobagens. Vejamos outras variantes mais interessantes de funcionários do capital, não tão estéreis como os ideólogos da bolha.  </p>
<p>O EMPIRISMO DAS DATAS – Além das ideologias, não desaparece a necessidade prática dos capitalistas procurarem com exatidão as datas de retorno periódico das suas crises. Isso eles não vão jamais conseguir e sempre vão encarar as crises como uma fatalidade, ou, para os liberais, como resultado de indevidas intervenções políticas (governo) na ordem harmoniosa do mercado. Acontece que os capitalistas não sabem o que é <p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/>        </p>
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		<title>Uma Moratória das Arábias</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 20:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Boletim]]></category>

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		<description><![CDATA[BOLETIM DA SEMANA EDIÇÃO Nº 999 4ª SEMANA DE NOVEMBRO 2009

Dubai não paga apenas pelos seus pecados e muito menos por suas extravagâncias, mas pela superprodução ocorrida na totalidade do sistema. O problema, entretanto, não pára por aí. Acontece que a mesma deflação global que afundou a Disneylândia dos milionários ameaça afundar os preços das propriedades da totalidade do sistema. Peixes bem mais graúdos do sistema global estão se debatendo para se livrar do mesmo destino deste desafortunado e ridículo emiradozinho das arábias. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dubai, cuja moratória da dívida sacudiu o sistema financeiro mundial nesta semana, é uma criatura da globalização. E da geografia. Acontece que essa inutilidade histórica está localizada por acaso no estratégico estreito de Hormuz, confluência do Golfo Pérsico com o resto do mundo. É a única passagem de grandes áreas de exportação de petróleo (Iraque, Arábia Saudita, Irã, Kuwait) para o mar aberto, tornando Hormuz um dos mais estratégicos “choke points” do mundo. O volume de tráfego diário corresponde a 40% de todo o transporte de óleo por mar e 20% de todo o transporte marítimo mundial.<br />
	Não é por acaso, portanto, que os capitalistas de todo o mundo transformaram esse emiradozinho, até poucas décadas atrás fortemente despovoado e sem nenhuma importância econômica, em um dos maiores entrepostos do comércio mundial e livre zona financeira global. Para começar, construíram no pequeno território o porto Jebel Ali, o maior porto artificial do mundo, que ocupa atualmente o 8º lugar no ranking mundial de trafego de containeres. Depois vieram os bancos, a construção civil e o turismo da moda dos milionários.</p>
<p>NÃO ACREDITE NUNCA EM COISAS MUITO SÓLIDAS – Dubai tornou-se uma espécie de “Nova Singapura” no início do século 21. Uma extraordinária desregulamentação das operações financeiras e comerciais.  Uma eufórica realização do mercado ideal. Muito mais livre-capitalista do que a Singapura tradicional. E Dubai voou alto. Até o início da crise financeira global do ano passado <p><b>Para ler o restante do artigo voc&ecirc; deve ser assinante do Boletim Cr&iacute;tica Semanal da Economia.</b></p> <p>Clique <a href="http://www.criticasemanal.org/contato/">aqui</a> para entrar em contato conosco.</p><p></p><p><a href="http://www.criticasemanal.org/wp-login.php"><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/themes/thewebnews/images/key.png"/>Sou assinante</a><p/>  </p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Embraer massacra metalúrgicos e recebe mais dinheiro do governo</title>
		<link>http://www.criticasemanal.org/2009/11/a-embraer-demite-metalurgicos-e-recebe-mais-dinheiro-do-governo/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=a-embraer-demite-metalurgicos-e-recebe-mais-dinheiro-do-governo</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do José Martins]]></category>

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		<description><![CDATA[O Estado nada mais é do que o comitê central de negócios da burguesia e de repressão militar da luta de classes. Querem uma comprovação? Vejam os recentes ataques da Embraer - a maior empresa (privada) de montagem de aviões da América Latina - aos trabalhadores da produção e as somas gigantescas de dinheiro público que ela continua recebendo do governo brasileiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A  brasileira Embraer, a maior empresa montadora de aviões da América Latina, já demitiu, este ano, cerca de 600 metalúrgicos somente nas fábricas de São José dos Campos, além do corte em massa realizado em fevereiro, quando a empresa demitiu 4.273 trabalhadores em todas as suas unidades. O número contradiz as informações transmitidas à imprensa pela Embraer, que repetidas vezes negou novas demissões. </p>
<p>O balanço foi realizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos (filiado à CONLUTAS), com base nos pedidos de homologação, entre janeiro e novembro. Somente esta semana, a Embraer já pediu o agendamento de 50 a 70 homologações. Hoje, a Embraer possui cerca de 11.700 trabalhadores. </p>
<p>O Sindicato defende a redução da jornada de trabalho para 36 horas, sem redução de salário e sem banco de horas, como forma de preservar os empregos dos trabalhadores da Embraer. Eles trabalham hoje 43 horas semanais, a maior jornada do mundo entre as indústrias aeronáuticas e a maior da região entre as metalúrgicas.</p>
<p>Enquanto os patrões da Embraer massacram os trabalhadores, o presidente da República sancionou, na última terça-feira, dia 24, a Lei nº 12.096 (Medida Provisória 465/09), autorizando a concessão de R$ 44 bilhões, em forma de subvenção econômica, para financiar aquisição e produção de aeronaves brasileiras. A medida, portanto, beneficiará diretamente a Embraer. O financiamento será feito pelo BNDES. </p>
<p>Este valor é quase três vezes mais do que o total de financiamentos liberados para a Embraer desde a sua privatização – um montante aproximado de R$ 15 bilhões.</p>
<p>O Estado nada mais é do que o comitê central de negócios da burguesia e de repressão militar da luta de classes. Querem uma comprovação? Vejam os recentes ataques da Embraer, a maior empresa (privada) de montagem de aviões da América Latina, aos trabalhadores e as somas gigantescas de dinheiro público que ela continua recebendo do governo brasileiro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Real. a Christianne F. da globalização</title>
		<link>http://www.criticasemanal.org/2009/11/real-a-christianne-f-da-globalizacao/?utm_source=rss&amp;utm_medium=rss&amp;utm_campaign=real-a-christianne-f-da-globalizacao</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 13:42:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Martins</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blog do José Martins]]></category>

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		<description><![CDATA[Todo mundo quer mamar nas tetas da economia brasileira. Como? Manipulando sua moeda. O real é a prostituta da hora, a que mais se "valoriza" no mundo. Sofrendo uma política monetária com as maiores taxas de juros do mundo e um governo cucaracha que é uma verdadeira mãe para os capitalistas, a economia brasileira é injetada e drogada por um tsunami de capital fictício externo (em dólares). E o real se transforma na Christiane F. drogada e estuprada da globalização.  ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.criticasemanal.org/wp-content/uploads/2009/11/Dolar-bola-de-cristal2.jpg" alt="Dolar bola de cristal" title="Dolar bola de cristal" width="300" height="225" class="alignnone size-full wp-image-139" />No Brasil não existe uma muralha da China, o que existe é uma &#8220;muralha de dinheiro&#8221;. O real se converteu na moeda mais sobrevalorizada do mundo devido a uma crescente &#8220;muralha de dinheiro&#8221; que tem neutralizado os esforços do governo brasileiro para conter a valorização, afirmou na quarta-feira o banco Goldman Sachs.</p>
<p>Vejamos outros itens destacados pelo Goldman Sachs que a Reuters noticia em 26 de Dezembro. Os chamados investimentos líquidos de portfólio mensais atingiram a assombrosa cifra de 17,6 bilhões de dólares em outubro, saltando do intervalo de entre 6 bilhões e 8 bilhões de dólares registrado desde março, quando os mercados financeiros começaram a se recuperar, afirmou a instituição. Esses investimentos de &#8220;portfolio&#8221; são injeções de capital especulativo de curtíssimo prazo nas bolsas de valores, mercado de renda fixa, commodities, etc.<br />
Em 2007 e 2008, antes da crise do Lehman Brothers, o país atraía cerca de 3,3 bilhões de dólares mensais desses investimentos.<br />
O governo brasileiro estabeleceu um imposto financeiro (IOF) de 2 por cento sobre os investimentos estrangeiros em ações e renda fixa e um imposto de 1,5 por cento sobre as operações realizadas com ADR de empresas brasileiras. Segundo os economistas da Goldman Sachs nada disso foi capaz de interromper o tsunami de dólares e a valorização do real.<br />
Quando a inundação começou, a burguesia brasileira (e sua midia) festejava feliz o aumento das reservas internacionais e até uma nova mistificação do &#8220;fim da dívida externa&#8221;. Agora não sabe o que fazer com tanta liquidez e logo se defrontará com o destino de um inevitável afogamento.</p>
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